está em qualquer lugar.

Hoje estive na 29ª edição da Bienal e me surpreendi com a quantidade de trabalhos com altíssima apelação de liberdade de expressão.

Felizmente, o vandalismo praticado na obra Bandeira Branca do artísta plástico Nuno Ramos já havia sido resolvido e no corredor ficou apenas o burburinho dos curiosos – me incluo no grupo-.

Tem muitas coisas para comentar e com certeza devo voltar a visitar o espaço e assim de fato criar uma melhor opinião sobre diversas obras.

No decorrer da semana vou comentar sobre o que mais me chamou atenção.

Hoje, começo pelos jornais, pensando na profissão que escolhi.

Foto: Luanda Vieira

Aí está uma das partes que mais gostei da exposição.

Ao adentrar no espaço, estamos perto de uma crítica direta às informações que temos que ler todos os dias. Informações manipuladas sem pudor. Como futura jornalista, a priori, achei um absurdo ter que pisar nos jornais que são fabricados com tanto esforço. Entretanto, sei que a mídia está tomando rumos cada vez mais vergonhosos, e em épocas de eleições fica cada vez mais evidente.

Pisar neste mar de jornais, do Brasil inteiro, é uma forma de dizer chega, e para mim foi como acreditar que posso colaborar, pelo menos um pouquinho, no futuro desta profissão.

Foto: Luanda Vieira

No meio desta pilha, há um buraco, e olhando lá no fundo vemos o real conteúdo de cada edição. É tudo diferente, cada um com o seu manual, com os seus profissionais, mas no fundo, falam a mesma coisa!

A reação da maioria das pessoas ao olhar o buraco, é de repulsa, nojo, angústia..ou seja, reação de quem lê diariamente.

Na primeira vez que publiquei este post, citei a Folha de São Paulo como a primeira da pilha, sem saber ao certo se tinha um propósito determinado. Recebi um comentário do leitor Guilherme aqui no blog, explicando que a intenção do artista era fazer com que as pessoas pisassem nos jornais de direita, e este em específico é muito conhecido por ser deste lado. Achei interessante mudar a informação assim que recebi o comentário, ao invés de deixar para a próxima postagem.

Vale a pena arrumar um tempinho e visitar esta Bienal. Ao contrário da passada, que era considerada a Bienal do vazio, esta tem coisas sobrando pra observar.

O evento abriu as portas do Pavilhão da Bienal (Portão 3 do Pq. Ibirapuera) no dia 25 de setembro e vai até o dia 12 de dezembro, dá tempo de conferir.

Horários de funcionamento

De 2ª a 4ª feira das 9 às 19h
5ª e 6ª feira das 9 às 22h
Sábado e domingo das 9 às 19h
(entrada admitida até uma hora antes do fechamento)

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Comentários a: "Nível de alienação exposto na Bienal" (2)

  1. Guilherme said:

    Luanda… trata-se do jornal Folha de S. Paulo pq é um conhecido jornal com conteúdo de direita. A intenção do artista era que as pessoas pisassem nesse em específico, como se estivessem pisando na direita do país.

    Engraçado é que fotos dessa obra estavam em destaque no jornal da Folha, “artista usa Folha de S. Paulo em obra exposta na bienal”. Praticamente nem se deram ao trabalho de pesquisar a fundo o real propósito. rs

    • Luanda Vieira said:

      Guilherme, que legal, não havia pensado nesta questão da Folha, mas reparei sua “importância” na obra. Obrigada!

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