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O ballet nas passarelas de moda

Não é novidade que os fashionistas estão investindo nos trajes do ballet para buscar inspiração para suas coleções. Como foi mostrado no desfile da New Order e da Maria Bonita Extra na última edição do Fashion Rio, que aconteceu na segunda semana de janeiro.

Maria Bonita Extra, no Fashion Rio.

Tules, casacos, sandálias e sapatos fechados trouxeram referências de sapatilhas, e as coleções represensatavam delicadeza, com as cores mais claras, e agressividade com o retorno do militar.

Achei a coleção da Maria Bonita uma graça e poderia postar as fotos de todos os looks aqui, mas para não ficar cansativo estou indicando o link do desfile aqui para vocês entenderem bem como todas as peças nos remetem as bailarinas indo ou saindo do ensaio. E olha que deste assunto posso falar com propriedade hein!

Outra questão é o fato do Oxford ainda estar totalmente em alta, então vale a pena investir nesta compra caso você ainda não tenha o seu no armário.

Entrei neste assunto por conta deste editorial lindo que vi com referências clássicas não tão clássicas como as do Fashion Rio e pensei em como o ballet tem sido a pauta do mundo da moda. E olha que já vi na Zara um vestido preto com saia de tule.

Tirando minhas amigas bailarinas que provavelmente não vão querer usar roupas que remetem a tudo que elas usam o dia inteiro, vocês gostaram? Achei bonito, mas, muito passarela!

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Cada um tem uma dupla, cada dupla se desfaz

Na quinta-feira, 20, fui assistir o espetáculo da São Paulo Cia. de Dança no Teatro Sérgio Cardoso, aqui em SP.

Fui com a expectativa muito grande para ver o ballet de Balanchine, Theme and Variations e saí de lá encantada pela coreografia feita por Maurício de Oliveira, Os Duplos.

Ao assistir Os Duplos, temos a sensação de estar cara a cara com um retrato da sociedade e a forma com que os indivíduos tratam suas relações sociais. Na vida é um entra e sai, gosto e não gosto, é e não é. Assim me senti no teatro.

A facilidade com que as pessoas tem de deixar de lado os outros, tratar como se fossem objetos sem valor nenhum e viver a sua vida individualmente ou aliados a grupos estava ali, pra todo mundo ver e pensar o que quiser.

É a era do consumismo. Servimos apenas quando temos algo pra oferecer, caso contrário, descarta!

Eu gosto da arte por isso, somos livres. Ainda que exista um contexto, você cria o que acredita.

No vídeo, um ensaio sem música da coreografia.

“É o duplo de cada um, do outro e do conjunto que estabelece relações ambíguas. Entram, misturam-se, contaminam-se na busca de um encontro com o outro e consigo. Habitam um tempo particular”, segundo o coreógrafo.

Esta definição é representada pela malemolência dos oito bailarinos presentes em cena. Cada parte do corpo é única e muito bem demarcada. A música e o figurino compõem esta viagem que fazemos dentro da nossa própria realidade, ali representada por corpos que aparentam não ter ossos. Bravo!

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