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Um museu pra lá de moderno

Não por falta de assunto, mas sei que estou em dívida com o meu blog.

Enfim, gosta de poesia? E de Fernando Pessoa? Então tenho uma dica legal pra te dar, paulistano.

Este ano, o Museu da Língua Portuguesa está dedicando algumas exposições para escritores considerados essenciais do nosso idioma. Depois de grandes nomes como o de Clarice Lispector, chegou a vez de Fernando Pessoa e seus heterônimos invadirem o centro antigo.

Fernando Pessoa, plural como o universo me chamou atenção não só por ser do meu escritor favorito, mas por que a proposta do museu está bem legal. Como todos os veículos têm que se adaptar às novas tecnologias, com o Museu da Língua Portuguesa não seria diferente.

O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro

Com a intenção de preservar documentos históricos e de tornar a exposição mais atraente ao público que anseia tecnologia, a exposição é to-di-nha interativa, como por exemplo: as páginas dos livros viram de acordo com o movimento do nosso braço. Tudo funciona como se fosse um IPad, sabe?

Tirando as obras (maravilhosas) e esta interatividade, o passeio vale, também,  para conhecer mais o centro antigo da cidade, parte que foi deixada de lado e redescoberta pela maioria este ano, om grandes atrações da Virada Cultural naquela região. A estação da Luz está sendo restaurada e tenta trazer cada vez mais toques ingleses na sua estrutura. Aliás, a reforma foi encomendada para Londres.

Quem vem de fora não pode perder, e tem tempo, pois Pessoa e seus heterônimos ficam aqui até janeiro de 2011.

Aos sábados a entrada é franca e nos demais dias R$ 6,00. Lembrando que não abre às segundas.

Deixo parte de um poema de Alberto Caeiro (o meu preferido), de O Guardador de Rebanhos. Me apaixonei por este livro no colégio, e até hoje ele é àquele que fica na cabeceira.

O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender…

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

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Restaurante do mês

Hoje almocei num restaurante, aqui em SP, muito legal e não poderia deixar de contar pra vocês. Aliás, tenho alguns programados pra conhecer e estou pensando em fazer um post todo mês com o #restaurantedomês! Então, esta será a primeira sugestão, espero que gostem e experimentem.

Localizado na rua Piauí, na região do Higienópolis, o Wonder Wok tem apenas dois meses de funcionamento e já é a atração dos Mackenzistas (o restaurante é muito próximo da Universidade Mackenzie), moradores e trabalhadores do bairro na hora do almoço.

Wonder Wok workers

Ainda que a qualidade da comida seja o fator mais importante num restaurante, o Wonder Wok começa chamando atenção com as cores contrastantes da entrada, e nos surpreeende mais ainda com a cozinha aberta ao público – claro que com um vidro enorme que nos separa dos cozinheiros – demonstrando um design arrojado e a higienização na realização dos nossos queridos pratos.

O cardápio é simples, nós montamos no caixa tudo que queremos comer e é só esperar a Wok esquentar e misturar o macarrão de Yakissoba (a minha escolha de hoje) com os outros ingredientes como camarão, abacaxi, shimeji e tudo que quiserem. Huum… já estou com vontade de voltar pra experimentar as outras bases (ao invés do Yaki, escolher arroz, salada…)

É uma ótima opção para turistas na cidade da garoa e para os próprios paulistanos. Não deixem de visitar o Wok que fica na Rua Piauí, 280, no Higienópolis e depois passem pra dizer se aprovaram.

O final de semana em SP vai ser agitado, tem Virada Cultural

Desde 2005 a Prefeitura de São Paulo anuncia atrações culturais de diversos gostos e gêneros durante 24 horas sem parar, e o melhor de tudo isso é que é de graça. Uma forma de reunir turistas e todas as classes sociais paulistana nos pontos turísticos mais famosos da cidade, banhados de muita cultura e diversão.

Neste ano a Prefeitura optou por retomar o esquema da primeira edição. Os eventos não serão concentrados apenas na área do centro velho, visando a melhoria da festa que em 2009 virou um grande tumulto.

Para facilitar a circulação na cidade, a SPTrans criou uma linha de ônibus que vai operar nas regiões com as principais atrações.

Selecionei apresentações de alguns palcos, mas vocês podem checar a programação completa no site oficial da Virada Cultural.

A programação começa no sábado, 15.

  • Na Praça Júlio Prestes (Av. Duque de Caxias) apresentações nacionais e internacionais.

21h Zélia Duncan

0h Céu

3h Living Colour

15h ABBA

  • A Praça da República (virado para a Rua do Arouche) estará recheada de samba.

23h Baile do Simonal

3h Elza Soares e Sandália de Prata

5h Orlandivo e Clube do Balanço

15h Arlindo Cruz

  • A Estação da Luz vai ser o ponto de encontro dos bailarinos.

19h30 Homenagem para a coreógrafa Roseli Rodrigues com o Raça Cia de dança

23h30 Gnawa com a São Paulo Cia de dança

15h15 Danses Concertantes, Sabiá e Forrolins com a Cisne Negro

18h Canela Fina com o Balé da Cidade

  • Uma coisa interessante é o “Trem das Onze” que vai fazer várias viagens apresentando:

23h Histórias da Maloca: Charutinho

23h30 Trem das Onze – 100 anos de Adoniran Barbosa

  • O rock tem endereço fixo na Virada e fica na Av. São João.

3h30 Velhas Virgens – Tributo a Adoniran Barbosa

9h30 Pitty

11h30 CPM 22 – só Ramones

15h30 Arnaldo Antunes

Estas, não são nem metade das novidades que vão rolar no evento. A Virada Cultural vai contar também com um rodízio das 10 barracas de pastel, eleitas as melhores da cidade, além de palestras, cinemas e exposições…

Se a balada de sábado não for rolar ou o almoço em família do domingo estiver desanimado, vale a pena conferir a Virada Cultural de 2010, mas para encarar o evento é preciso paciência e cuidado com os pertences.

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